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Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Cine Especial:DAVID LYNCH:O LADO ESCURO DO SONHO:EXTRA


Neste final de semana, participei do curso sobre a obra de David Lynch, criado pelo CENA Um e ministrado pelo critico de cinema Rafael Cicarelli. No inicio da atividade, Cicarelli perguntou para cada aluno, qual foi o primeiro contato que tiveram com o universo de Lynch e a maioria deram a mesma resposta: CIDADE DOS SONHOS!
É curioso isso, já que David Lynch já era um diretor bem conhecido no Brasil, graças a filmes como Veludo azul e a série Twin Peaks, mas Cidade dos Sonhos parece que pegou uma fatia de publico muito maior, que simplesmente não conhecia muito a filmografia, tão pouco o cineasta. Eu, por exemplo, fui um desses muitos que conheceram o cineasta apartir dessa obra, e mesmo já tendo visto todos os seus filmes posteriormente, Cidade dos Sonhos é disparado o meu preferido, não só da filmografia dele, como também um dos meus filmes preferidos da minha vida (perdendo somente para Blade Runner). Como Cidade dos Sonhos estava na ponta da língua de todos, Cicarelli decidiu adentrar mais no universo de Lynch, através dos outros filmes do cineasta, desde a Eraserhead a Império dos Sonhos.      
    
Nestes dois dias, pude perceber que Lynch realmente possui uma visão e linguagem cinematográfica única (embora me lembre de outros cineastas como Stanley Kubrick), onde ele cria situações em seus filmes, nas quais se torna um verdadeiro quebra cabeça, o que torna a sessão de cada uma de suas obras algo incomum. Pegamos, por exemplo, Estrada Perdida (o preferido de Cicarelli), em que o filme começa com o personagem de Bill Pullman dentro de sua casa e atendendo o interfone. Alguém do outro lado diz essas seguintes palavras:  “Dick Laurent está morto! O personagem ouve sirenes de policia, e quando ele vai até a janela, para ver o que esta acontecendo, ele vê a rua vazia. No final do filme, após inúmeras situações e reviravoltas surpreendentes, vemos o personagem de Pullman retornando a sua casa e falando no interfone a frase, “Dick Laurent está morto!
Ou seja, ele no inicio do filme, ouviu ele mesmo falando no interfone. Parece confuso? Para os marinheiros de primeira viajem pode até ser, mas para os fãs do diretor isso é normal na filmografia do cineasta e uma forma fabulosa de testar a mente de quem assiste, pois é uma forma de se criar inúmeras teorias sobre o que a pessoa viu no decorrer do filme. Muito embora, é maravilhoso que Lynch, mesmo fiel ao seu universo misterioso e bizarro, possa criar um filme emocional e com começo, meio e fim como Historia Real, que embora mantenha alguns aspectos já conhecidos do cineasta, o filme é uma pequena jóia de sua filmografia, onde todos podem muito bem se identificar, na grande jornada do velho veterano, dirigindo seu cortador de grama, até chegar à casa de seu irmão doente.

Porém, Lynch é sempre Lynch, e em ultimo longa metragem, o diretor aproveita ao máximo a sua forma de fazer cinema com Império dos Sonhos. Usando tecnologia digital, o cineasta joga a personagem Laura Dern em situações, que aparentemente parece ser um sonho, quando na verdade parece ser um filme dentro de um filme, mas que talvez sejam lembranças ou sonhos de outra pessoa e que na verdade essa pessoa, possa estar assistindo tudo que a personagem de Laura Dern está passando. Confuso? Esse é o universo de Lynch doa o que doer, e Império dos Sonhos, talvez seja o ápice da carreira do diretor, nesta forma de apresentar uma historia. Com isso, muitos se perguntam o que virá depois, se ele irá se superar, se estabilizar ou fazer um filme mais convencional, o que eu acho muitíssimo difícil, pois Lynch sempre foi um diretor que vai contra a maré da industria cinematográfica, que tanto gosta de apresentar um filme mastigado para o publico. Enquanto nadar contra a maré, temos mais que agradecer, pois sempre teremos então, uma trama que foge do convencional e que torna a obra, uma sessão no mínimo curiosa e surpreendente.  

Abaixo, segue todos os posts sobre os filmes que eu escrevi do diretor

Partes: 1,2,3,4,5 e 6

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2 comentários:

renatocinema disse...

Engraçado eu conheci o diretor com Veludo Azul, tão falado e elogiado. Porém, nesse filme ele não me ganhou. Depois assisti Twin Peaks que também não me encantou.....

Me conquistou mesmo, assumo foi Cidade dos Sonhos. Foi amor a primeira vista. kkk

Marcelo Castro Moraes disse...

Bem vindo ao clube Renato.