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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Cine Dica: Em Cartaz: Em Ritmo de Fuga



Sinopse: Baby (Ansel Elgort) consegue entrar numa gangue de assaltantes de banco. Ele fica com a função de dirigir o carro de fuga e fica em perigo quando decide deixar a vida de crimes para trás. Dessa forma, o jovem tenta escapar do chefão com a ajuda de uma garçonete (Lily James), por quem é apaixonado.


Todo Mundo Quase Morto, não é só um dos melhores filmes do subgênero zumbi dos últimos tempos, como também uma obra que sintetiza uma civilização cada vez mais anestesiada devido à rotina do seu dia a dia. E se Chumbo Grosso é uma divertida sátira ao gênero de ação, a adaptação da HQ de Scott Pilgrim Contra o Mundo é uma verdadeira aula de como se deve explorar o universo dos vídeos games para as telas. Com todas essas qualidades, mesmo com poucos filmes no currículo, o cineasta inglês Edgar Wright vem se destacando pelo seu jeito autoral e contagiante de dirigir e em seu mais novo filme, Em Ritmo de Fuga, periga se tornar o mais novo clássico da cultura pop contemporânea.
Na trama, Baby (Ansel Elgort de A Culpa é das Estrelas) ganha à vida como motorista para assaltantes de bancos. Embora seja o melhor no que faz (principalmente quando está ouvindo música) ele decide abandonar essa vida, ao conhecer e se apaixonar pela garçonete Débora (Lily James, de Cinderela). Porém, Baby descobre que, para sair dessa vida, é preciso sempre fazer um trabalho a mais e se dando conta que isso pode lhe custar muito caro.
Pelo fato da premissa lembrar o já cultuado Drive, ou até mesmo a franquia Carga Explosiva, o filme não trás nada de novo no gênero de ação, mas é na sua construção de som e imagem que a obra fala por si. A música, por exemplo, terá papel fundamental para trama, já que ela possui forte vinculo com o passado do jovem protagonista e dando ao filme um charme pop irresistível. Já adianto que, não importa qual música, você sempre terá o desejo de dançar dentro do cinema, pois assim como aconteceu em Guardiões da Galáxia, a trilha é formada pelos grandes clássicos da música pop dos anos 70 e 80.
Em termos de direção, Edgar Wright cumpre o seu papel ao injetar a sua visão autoral, não se intimidando em nenhum momento e criando um verdadeiro estilo a lá vídeo clipe que conduz todo o filme. Após abertura, por exemplo, acompanhamos o protagonista em um plano sequência (algo parecido no que foi visto em Todo Mundo Quase Morto), onde dá todas as dicas de como será o ritmo no decorrer da trama. Com uma montagem frenética, da qual parece mais um balé visual, o filme possui um ritmo até mesmo em momentos de calmaria e fazendo a gente não nos desgrudar da tela.
Embora num primeiro momento possa parecer um peixe fora d’água dentro de um gênero como esse Ansel Elgort cumpre bem o seu papel em cena, pois o seu personagem é aquele típico cara comum (embora com um dom escondido) do qual nos identificamos facilmente. Já a surpresa fica por conta sobre quem é que se torna a verdadeira vilania da trama, do qual é formado por candidatos como Kevin Spacey, Jamie Foxx, Jon Hamm (Atração Perigosa), Jon Bernthal (o atual Justiceiro da Netflix) e Eiza Gonzalez (Quase Trinta). Cada um possui uma personalidade distinta, mas que, gradualmente, vão mudando radicalmente, principalmente devido às reviravoltas da trama e das quais testam os seus próprios limites no mundo do crime. 
Frenético, colorido e divertido, Em Ritmo de Fuga é uma espécie de Velozes e Furiosos, mas feito com cérebro, carinho e com o desejo de querer que nos apaixonemos pelo conteúdo. 


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